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Precisando escrever um pouco

Lembro que criei este blog na procura por um espaço que não físico e que visível onde eu pudesse simplesmente escrever o que viesse a cabeça...

Lendo um post no blog de uma amiga fiquei a pensar sobre o vida. Sobre altos e baixos, indas e vindas, subidas e descidas.

Percebi que vivi o tempo todo em uma montanha russa. Na noite do terror do Playcenter. As coisas ruins acontecem, você assusta, ou chora ou xinga o monstro, dá risada e continua passeando por aí.

Sei que as referências foram um pouco tolas... Super normal.

Pensei também que sempre me enjoei fácil das coisas, do tênis novo, do livro chato, das pessoas bobas. Sempre tive a impressão que sou profunda, mas sempre gostei mesmo de dançar bêbada ao som de funks toscos e acordar no dia seguinte de ressaca e com dor nas pernas.

Nunca fui cult dentro do que achei cult, mas sempre me acharam cult aonde eu moro. Para os colegas de sala, eu era a CDF. Para os de balada, a porra louca.

Não sei nem porque escrevi esse post, simplesmente deu vontade. Talvez seja o momento de voltar a usar um espaço que sempre foi útil para mim... afinal quem importa mais do que eu mesma, às vezes!

Ah, a falta de criatividade do jornalismo brasileiro...

Hoje passei o dia inteiro com a TV ligada. Vi quase todos os telejornais das tvs aberta e fechada e me deparei com o mais do mesmo várias e várias vezes.

Ronaldo disse adeus ao futebol profissional. Agora quer ser embaixador do Corinthians de alguma forma.


Mas agora, vendo o Jornal da Globo, fiquei me perguntando quantas vezes eu vi a lágrima solitária no momento em que ele falou da fiel torcida, quantas vezes vi ele falando que a culpa do ganho peso foi do hipotiroidismo, quantas vezes vi o gol em cima do Santos, o primeiro gol em cima do Palmeiras, a Copa de 2002, os dois filhos tal pai tal filho, as lesões no joelho e as imagens dele novinho em folha em algum treino. Quantas vezes vi o início da carreira, o meio da carreira, o final da carreira. Tirando uma ou outra homenagem com algumas novas imagens só vi mais do mesmo.


A falta de criatividade do jornalismo brasileiro... Cada vez mais presente entre nós. É como fazer matéria de criança comprando com R$ 50 o material escolar ou um presente pra mamãe na época do Natal, como não comer tanto chocolate na Páscoa, o que as escolas podem ou não podem pedir na lista do material escolar, e por aí vai.


Já pararam para pensar quantas coisas vocês já viram todas as vezes na mesma época do ano.

É tanta gente se formando, é tanta gente seguindo a mesma receita por quê? Por medo de falhar, por medo de não ficar bom?

Precisamos de um pouco mais de ousadia, coisa nem um projeto bem pensado como o Profissão Repórter consegue fazer mais.


Vale a pena pelo menos desejar, não?